Autoridades holandesas consideram ilegais algumas lootboxes

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    Alguns dos mais populares jogos online não estão a respeitar as regras estipuladas aos jogos de azar, avança hoje a autoridade de jogos holandesa. Os criadores de jogos têm até junho para corrigir os erros assinalados, arriscando-se a multas ou à proibições de venda online e físicas.

    A decisão tomada aborda especificamente às famosas lootboxes, caixas que incluem um ou mais itens de um jogo e que podem ser compradas online, sem que o jogador conheça o item que está no interior da caixa. Estes itens podem ser vendidos ou trocados, atribuindo um valor comercial a cada item. Tendo em conta que o prémio de cada caixa pode variar, de entre um conjunto de itens mais ou menos valiosos do que o valor comercial da caixa, é possível obter lucros com a utilização deste sistema, o que viola as regras holandesas.

    De acordo com os meios de comunicação holandeses, nos.nl em particular, a autoridade de jogos de azar holandesa investigou dez dos mais populares jogos online, e quatro deles tinham itens que podiam ser vendidos com dinheiro real através de sites de comércio externos.

    Nos outros seis jogos, os prémios não podiam ser trocados, não violando assim a lei do jogo. No entanto, as autoridades holandesas também apontam o dedo a estas empresas uma vez que, na sua opinião, abrir estas caixas virtuais é muito semelhante ao jogo numa slot machine ou roleta.

    Alguns sites avançaram que terá sido usado como referência os 10 jogos mais vistos no Twitch, mas esta informação não pode ser confirmada.

    Já em Agosto de 2016, o ministério da cultura chinês se tinha prenunciado sobre este assunto, decretado obrigatório o anúncio das percentagens de ‘drop’ em cada um das lootboxes, sendo a Riot Games, empresa criadora do famoso MOBA League of Legendes, uma das primeiras a cumprir no território e levando mesmo ao encerramento das lojas online chinesas de DOTA2 e CS:GO.

    Para as empresas de jogos, as lootboxes são uma ótima fonte de rendimento. De acordo com a agência de pesquisa Juniper Research, estas empresas irão faturar 24 mil milhões de euros este ano com as caixas virtuais. Se não houver regulamentação, o mercado deve crescer em 2022 para uma faturação de 40 mil milhões de euros por ano.

    Outros países europeus estão também a analisar a situação, entre eles o Reino Unido e a Alemanha.

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